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A metodologia de manejo da espécie "Tucumã" (Astrocaryum aculeatum) foi construída através de um processo participativo que permitiu a fusão entre os conhecimentos tradicionais (da comunidade indígena Apurinã da área 45) com os técnicos (dos pesquisadores do PESACRE - Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre).

O plano de manejo está sendo encaminhado para aprovação pelo IBAMA.
Clique aqui para o texto completo do plano de manejo (439 KB, formato PDF. Se ainda não tiver instalado, faça o download do Acrobat Reader).

Conheça aqui alguns pontos principais do plano:


Censo e mapeamento
Foi realizado o levantamento de 100% dos indivíduos da espécie de interesse a serem explorados.
Um conjunto de vinte indivíduos produtivos interligados através de uma pequena abertura (caminho) na floresta constitui um “pique”. O conjunto de mais de um pique constitui uma trilha. Os indivíduos de cada pique receberam plaquetas de alumínio com sua numeração de ordem (de 01 a 20).
Dessa forma, foram abertos vinte piques com vinte indivíduos produtivos cada, totalizando quatrocentos indivíduos a serem manejados.
O georeferenciamento foi realizado pelos pesquisadores do PESACRE, os quais coletaram com aparelhos de GPS as coordenadas geográficas ao lado de todos os indivíduos selecionados.
Utilizando imagens de satélite, foram elaborados mapas esquemáticos de numeração, disposição e localização geral do conjunto de piques.

Monitoramento
Para implementação do sistema de monitoramento da estrutura de população da espécie, foi elaborado um modelo de Unidade Amostral (UA) em forma de cruz.A metragem da UA foi definida baseando-se no raio de dispersão de um indivíduo produtivo. Esta atividade é considerada pelos autores como o "termômetro" da viabilidade ambiental do processo.

Os indivíduos foram enquadrados por quatro classes de tamanho, sendo classe I os indivíduos menores sem estipe e classe IV os indivíduos produtivos.
Através da análise dos gráficos da estrutura de população, a procriação da espécie pode ser monitorada.


Medidas mitigadoras
Quando os resultados das análises dos gráficos da estrutura de população indicarem uma queda brusca ou considerada de risco no tocante ao total de indivíduos necessários para perpetuação da espécie, especialmente da Classe I, deve-se interferir no processo através da aplicação de medidas mitigadoras mais específicas como, por exemplo: transplantio das plântulas de tucumã que se encontram no raio de três metros da planta matriz a ser explorada;

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